ABDL debate venda de livros porta a porta

O comércio online, os downloads e os leitores eletrônicos, já celebrados como o ‘futuro’, não fizeram [ainda] um dos mais tradicionais comércios de livros desaparecer: a venda direta porta a porta. O setor cresceu 9,83%, ficando à frente da Internet e atrás apenas das livrarias. O fato é um dos temas discutidos no 13º Salão de Negócios da ABDL (Associação Brasileira de Difusão do Livro), que foi realizado no Hotel PraiaMar Natal, em Ponta Negra.

O evento recebeu mais de 200 empresários do setor, vindos de norte a sul do país. O principal objetivo é promover a indústria e comércio de venda de livros porta a porta, e a valorização da imagem do vendedor deste segmento. O crescimento nesse setor foi uma das surpresas da última pesquisa anual da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgada em agosto. Nos últimos três anos, quase triplicou a participação dessa modalidade nas vendas. Segundo o estudo, 13,7% dos exemplares vendidos já são comercializados por vendedores a domicílio
– um montante de 28,9 milhões de livros em 2008.

Boa parte dessa cifra é responsabilidade dos 30 mil vendedores contratados pelas 220 editoras e empresas ligadas à Associação Brasileira de Difusão de Livro (ABDL), que fazem um trabalho de venda capilarizada em todo o país e alcançam áreas não servidas pelas livrarias – no Norte e Nordeste, por exemplo. A vedete do segmento, no entanto, não está na ABDL. Trata-se da multinacional Avon, que incluiu nos seus catálogos best-sellers tanto de autoajuda como de literatura.
Cerca de 1,1 milhão de revendedoras passaram a vender títulos de Paulo Coelho à série Harry Potter, além de manuais de gastronomia e moda, entre outros.

Durante o salão, a Agência Multimídia AMigo realizou um método de estudo de mercado para dimensionar a força do canal de venda porta a porta no mercado editorial brasileiro; qualificando o perfil da demanda, o gênero de produto (livros de auto-ajuda, didáticos, religiosos, infantis, etc.); revelando tendências do mercado, com base no estudo censitário, envolvendo 100 % dos associados da ABDL, com recursos de análises técnica de estatística coordenadas pela Professora Yara Gustavo de Castro, coordenadora do departamento de estatística da PUC, no curso de Ciências Sociais.

Fonte: Tribuna do Norte